A sombra da Grande Mãe: quando aprendemos a viver na falta Quando pensamos na Grande Mãe , é comum que a primeira imagem seja a daquilo que nutre. A mãe que alimenta, acolhe, protege, oferece abrigo, percebe as necessidades e cria as condições para que a vida possa crescer. No Tarot, a Imperatriz expressa muito dessa dimensão. Ela é a terra fértil, o corpo, a matéria, a nutrição, o prazer, a abundância. É aquela que reconhece que, antes de qualquer realização, existe uma necessidade básica: é preciso haver vida suficiente para que alguma coisa possa florescer. Mas todo arquétipo possui uma sombra. E talvez seja justamente quando olhamos para a sombra da Grande Mãe que começamos a compreender algumas experiências muito profundas relacionadas à falta, à necessidade e à prosperidade. Quando a função de nutrir não chega Nem toda criança teve uma mãe — ou outros adultos cuidadores — capazes de exercer suficientemente essa função. Há histórias em que faltou proteção. Em outras, faltou...