Lua Nova em Virgem: quando cuidar de si também é um ato de prosperidade Toda Lua Nova inaugura um ciclo. É aquele momento em que a Lua desaparece do céu e, por alguns dias, não conseguimos vê-la. Depois, lentamente, sua luz começa a retornar. Primeiro como um pequeno fio luminoso, até que vai crescendo, tornando-se Lua Cheia, alcançando sua máxima luminosidade e, então, novamente começa a minguar, até desaparecer outra vez. E o ciclo recomeça. Esse movimento acontece aproximadamente a cada 28 dias. Ao longo de um ano, temos, portanto, 12 ou 13 oportunidades de acompanhar esse grande ritmo de começos, crescimento, plenitude, recolhimento e recomeço. Gosto de pensar que existe algo muito sábio nessa repetição. A vida também é feita assim. Nem todo recomeço precisa acontecer em janeiro. Nem toda mudança precisa esperar que algo desmorone completamente. A cada Lua Nova, temos simbolicamente uma pequena oportunidade de perguntar: o que quero começar a cultivar agora? Nesta Lua Nova, o...
Há sofrimentos que não se explicam apenas pela história individual de uma pessoa. Eles persistem, retornam, atravessam fases da vida e se manifestam em diferentes áreas — nos relacionamentos, na vida financeira, na dificuldade de sustentar o que se conquista, na sensação de estar sempre sendo puxada para trás. Nesses casos, não se trata apenas de escolhas atuais ou de conflitos pontuais. Trata-se, muitas vezes, de heranças psíquicas e existenciais , de histórias que não encontraram elaboração no tempo em que aconteceram e que permanecem ativas no que chamamos de inconsciente familiar. Aquilo que não pôde ser visto, reconhecido ou simbolizado em uma geração tende a reaparecer em outra, não como lembrança consciente, mas como repetição. Quando a repetição não é acaso É comum que pessoas submetidas a esse tipo de repetição leiam o próprio sofrimento como falha pessoal. Atribuem a si mesmas a responsabilidade exclusiva por aquilo que vivem: falta de capacidade, de esforço, de maturid...