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A sombra da Grande Mãe: quando aprendemos a viver na falta

  A sombra da Grande Mãe: quando aprendemos a viver na falta Quando pensamos na Grande Mãe , é comum que a primeira imagem seja a daquilo que nutre. A mãe que alimenta, acolhe, protege, oferece abrigo, percebe as necessidades e cria as condições para que a vida possa crescer. No Tarot, a Imperatriz expressa muito dessa dimensão. Ela é a terra fértil, o corpo, a matéria, a nutrição, o prazer, a abundância. É aquela que reconhece que, antes de qualquer realização, existe uma necessidade básica: é preciso haver vida suficiente para que alguma coisa possa florescer. Mas todo arquétipo possui uma sombra. E talvez seja justamente quando olhamos para a sombra da Grande Mãe que começamos a compreender algumas experiências muito profundas relacionadas à falta, à necessidade e à prosperidade. Quando a função de nutrir não chega Nem toda criança teve uma mãe — ou outros adultos cuidadores — capazes de exercer suficientemente essa função. Há histórias em que faltou proteção. Em outras, faltou...
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Lua Nova em Virgem e o Arcano Maior do Tarot "A Imperatriz"

  Lua Nova em Virgem: quando cuidar de si também é um ato de prosperidade Toda Lua Nova inaugura um ciclo. É aquele momento em que a Lua desaparece do céu e, por alguns dias, não conseguimos vê-la. Depois, lentamente, sua luz começa a retornar. Primeiro como um pequeno fio luminoso, até que vai crescendo, tornando-se Lua Cheia, alcançando sua máxima luminosidade e, então, novamente começa a minguar, até desaparecer outra vez. E o ciclo recomeça. Esse movimento acontece aproximadamente a cada 28 dias. Ao longo de um ano, temos, portanto, 12 ou 13 oportunidades de acompanhar esse grande ritmo de começos, crescimento, plenitude, recolhimento e recomeço. Gosto de pensar que existe algo muito sábio nessa repetição. A vida também é feita assim. Nem todo recomeço precisa acontecer em janeiro. Nem toda mudança precisa esperar que algo desmorone completamente. A cada Lua Nova, temos simbolicamente uma pequena oportunidade de perguntar: o que quero começar a cultivar agora? Nesta Lua Nova, o...

Dívidas e Cobranças Sistêmicas: o Mito de Orestes e o que se repete quando a história não é vista

  Há sofrimentos que não se explicam apenas pela história individual de uma pessoa. Eles persistem, retornam, atravessam fases da vida e se manifestam em diferentes áreas — nos relacionamentos, na vida financeira, na dificuldade de sustentar o que se conquista, na sensação de estar sempre sendo puxada para trás. Nesses casos, não se trata apenas de escolhas atuais ou de conflitos pontuais. Trata-se, muitas vezes, de heranças psíquicas e existenciais , de histórias que não encontraram elaboração no tempo em que aconteceram e que permanecem ativas no que chamamos de inconsciente familiar. Aquilo que não pôde ser visto, reconhecido ou simbolizado em uma geração tende a reaparecer em outra, não como lembrança consciente, mas como repetição. Quando a repetição não é acaso É comum que pessoas submetidas a esse tipo de repetição leiam o próprio sofrimento como falha pessoal. Atribuem a si mesmas a responsabilidade exclusiva por aquilo que vivem: falta de capacidade, de esforço, de maturid...

"Purifica a tua Mente e o teu Corpo estará curado": Asclépio e a unidade indissolúvel da natureza humana.

Asclépio, " o bom, o simples, o filantropissimo", era filho do Deus Apolo com uma mortal, Corônis, e desenvolveu uma verdadeira escola de medicina em Epidauro (sua "cidade médica "), cujos métodos considerados "mágicos" , preparam o caminho para uma medicina mais científica nas mãos dos chamados Asclepíades (os descendentes de Asclépio).   Hipócrates é o mais conhecido dentre eles.  Apolo era reconhecido “médico infalível”, um purificador de Almas, “o Deus da Cura por encantamentos”, além, é claro, de ser conhecido também por sua beleza, dons e talentos, como as artes da música e da poesia.  Mas apesar de possuir tantos atributos abrilhantadores, Apolo teve inúmeros insucessos amorosos que geraram muitos filhos, dentre eles, Asclépio. De acordos com o mito mais seguido, Asclépio (ou Esculápio) nasceu do caso amoroso do Deus Apolo com a Ninfa Corônis que, temendo que o Deus a abandonasse na velhice (por ela ser mortal e estar sujeita ao envelhecimento, ao c...

Temos que conversar sobre Átropos: a Moira da Morte.

  Para isso, te apresento Átropos, a Moira responsável por cortar o fio da nossa existência. Átropos é a Moira da Morte e está presente em dois momentos cruciais da vida: no início e no final.  Nos nascimentos, caso o destino do Ser seja "vingar", Átropos se retira, pois não tem o que fazer ali, deixando a cena para que as outras 2 Moiras “da vida”, Cloto e Láquesis, sigam junto ao Ser tecendo o fio da existência até o momento final, onde Átropos retornará para cortá-lo com sua tesoura. Você já reparou que nos nascimentos e nas mortes é possível sentir uma energia diferente? Uma força estranha no ar.  Acredito que você poderá pensar: “Credo, dá azar falar a morte”, e até mesmo pensar que falar sobre a morte é capaz de atraí-la. Besteira. Não somos grandiosos e onipotentes assim como nossa mente pode fazer acreditar.   Somos totalmente impotente perante a Moira da Morte, tendo zero controle sobre esse fato.  Se chegou a hora de alguém, partir aprender a reco...

A travessia do sentimento de Rejeição

  O sentimento de rejeição é uma das dores mais profundas que a Alma Humana carrega consigo.  Geralmente tem origens cármicas e o Ser que traz essa dor frequentemente nasce em um ambiente familiar onde o tema da rejeição está presente: um ou ambos os pais também carregam essa dor. Quando trazemos como desafio da Alma resolver o sentimento de rejeição, naturalmente atraímos outras pessoas que compartilham dessa mesma dor.  Se essa é uma dor em sua Alma, perceba se seus amigos, parentes, colegas de trabalho, pais, cônjuge também têm uma sensibilidade maior ao sentimento da rejeição.  Atraímos pessoas semelhantes que carregam dores semelhantes às nossas dores: é uma maneira que o Cosmos têm de nos oportunizar que enxerguemos nossas dores através do outro.  E também uma possibilidade de curá-las na relação com o outro. "Semelhante cura semelhante" — é o preceito primário da homeopatia. O semelhante também atrai o semelhante, e por isso mesmo, muitas vezes, se torn...